
O Paraná exportou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e setembro de 2026, de acordo com boletim conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. O volume, que reúne soja em grão, farelo e óleo, representa crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita obtida com os embarques alcançou US$ 5,76 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O resultado financeiro avançou 13% na comparação anual, desempenho superior ao crescimento do volume exportado. A informação foi divulgada em 22 de outubro de 2026 pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base nos dados apresentados pelo Deral.
Soja em grão concentra maior parte dos embarques
A soja em grão respondeu por 71% das exportações paranaenses do complexo no período analisado. O farelo apareceu na sequência, com participação de 24%, enquanto o óleo de soja representou 5% dos embarques realizados pelo estado.
A composição mostra que o comércio exterior paranaense envolve tanto a matéria-prima quanto derivados obtidos a partir do processamento do grão. No levantamento do Deral, porém, não há detalhamento sobre a receita específica de cada produto ou sobre a variação individual de preços e volumes entre soja em grão, farelo e óleo.
O complexo soja é tratado no boletim como um conjunto formado por esses três produtos. Por isso, os 12,79 milhões de toneladas informados correspondem à soma das categorias, e não apenas à soja comercializada em sua forma bruta. A distinção é relevante para a leitura dos dados de exportação do Paraná e para a comparação com o desempenho nacional.
China lidera destinos das vendas paranaenses
A China permaneceu como o principal mercado comprador do complexo soja do Paraná entre janeiro e setembro. O país concentrou 58% das compras realizadas no período, enquanto o Irã ocupou a segunda posição, com pouco mais de 8%.
Ao todo, os produtos paranaenses foram enviados para 24 países. A concentração das vendas na China evidencia o peso desse mercado na pauta exportadora do estado, mas a presença de outros destinos indica que os embarques alcançaram diferentes compradores no exterior.
O boletim não informa, na divulgação consultada, a distribuição completa das compras entre os demais países nem apresenta a evolução individual de cada destino em relação a 2025. Os percentuais da China e do Irã, portanto, representam os principais destaques geográficos disponíveis no levantamento oficial.
Resultado do Paraná acompanha avanço brasileiro
No cenário nacional, as exportações do complexo soja somaram 121,58 milhões de toneladas nos nove primeiros meses de 2026. O volume foi 8% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior. A receita brasileira chegou a US$ 52,17 bilhões, alta de 17% na comparação anual.
Os números colocam o desempenho paranaense dentro de um movimento de crescimento das exportações brasileiras do setor. Enquanto o Paraná ampliou em 3% o volume embarcado e em 13% a receita, o país registrou avanços de 8% e 17%, respectivamente.
A comparação ajuda a dimensionar a participação do estado no comércio exterior do complexo soja, embora os dados divulgados não apresentem uma análise sobre os fatores que explicam as diferenças entre os resultados estaduais e nacionais. Também não foram informados valores médios por tonelada ou alterações específicas nas condições de comercialização.
Com os dados disponíveis, o principal retrato do período é de aumento simultâneo dos embarques e da receita no Paraná. A alta financeira superou a expansão do volume, enquanto a soja em grão manteve a maior participação na pauta. China e Irã foram os principais destinos destacados, dentro de uma lista que alcançou 24 países.
As informações se referem exclusivamente ao acumulado de janeiro a setembro de 2026 e foram divulgadas no boletim conjuntural do Deral em 22 de outubro. O acompanhamento dos próximos meses permitirá verificar como o complexo soja encerrará o ano e se a trajetória de crescimento observada até setembro será mantida.









