
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, observa que a indústria de artefatos de cimento atravessa um período de transformação profunda, no qual a pressão por processos produtivos de menor impacto ambiental deixou de ser uma agenda futura para se tornar uma exigência concreta do presente. A produção de cimento e seus derivados responde por uma parcela relevante das emissões de gases de efeito estufa no setor da construção, e fabricantes que não incorporarem práticas sustentáveis em suas operações tendem a perder competitividade em um mercado cada vez mais atento a critérios ambientais. Compreender os caminhos dessa transição é essencial para quem deseja se manter relevante no setor.
A pegada de carbono dos artefatos de cimento está concentrada principalmente na produção do clínquer, componente do cimento cuja fabricação exige altas temperaturas e libera dióxido de carbono tanto pela queima de combustíveis quanto pela própria reação química de calcinação. A indústria tem buscado alternativas para reduzir esse impacto, entre elas a substituição parcial do clínquer por adições como escória de alto-forno, cinzas volantes e pozolanas, que mantêm o desempenho do produto e reduzem a quantidade de clínquer necessária por unidade fabricada.
Neste artigo, venha saber como funcionam as indústrias de baixo carbono.
Eficiência energética e reaproveitamento de materiais
A eficiência energética dos processos produtivos é um dos pilares da fabricação sustentável de artefatos de cimento. Conforme analisa o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a modernização das prensas, a otimização dos sistemas de cura e o aproveitamento da energia térmica residual dos processos contribuem de forma significativa para a redução do consumo energético por peça produzida. Fábricas que investem em automação e em monitoramento contínuo do consumo de energia conseguem identificar desperdícios e implementar melhorias incrementais que, somadas, resultam em ganhos ambientais e econômicos relevantes.

Valderci Malagosini Machado
O reaproveitamento de materiais dentro do próprio ciclo produtivo também integra a estratégia de sustentabilidade. Resíduos de blocos quebrados, peças fora de especificação e sobras de produção podem ser britados e reincorporados ao processo como agregado reciclado, reduzindo a demanda por matéria-prima virgem e o volume de resíduos enviados a aterros. Essa prática, além do benefício ambiental, gera economia direta de insumos e reforça a viabilidade econômica da produção sustentável.
Pavimentos permeáveis e o papel ambiental do produto
A contribuição ambiental da indústria de artefatos de cimento não se limita ao processo de fabricação, estendendo-se ao desempenho dos produtos ao longo de sua vida útil. Sob a perspectiva do Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, os pisos intertravados com paver permeável cumprem uma função ambiental relevante ao favorecer a infiltração da água da chuva no solo, reduzir o escoamento superficial e contribuir para a recarga dos aquíferos urbanos. Em cidades que enfrentam problemas recorrentes de alagamento, a adoção desse tipo de pavimentação representa uma solução de engenharia alinhada às demandas de drenagem sustentável.
A durabilidade dos artefatos de cimento é, em si, um atributo de sustentabilidade frequentemente negligenciado nas análises de impacto ambiental. Componentes que apresentam vida útil prolongada e baixa necessidade de manutenção reduzem o consumo de materiais ao longo do tempo, diminuem a geração de resíduos de demolição e evitam o reinício de ciclos produtivos com seu inerente custo ambiental. Investir em qualidade de fabricação é, portanto, também uma decisão de responsabilidade ambiental de longo prazo.
O mercado e a valorização das práticas sustentáveis
A crescente exigência de certificações ambientais em obras de maior porte tem impulsionado a demanda por artefatos de cimento produzidos com critérios de sustentabilidade. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, indica que empreendimentos que buscam certificações de construção sustentável passam a valorizar fornecedores capazes de comprovar práticas ambientais responsáveis em suas operações, o que cria uma vantagem competitiva concreta para os fabricantes que se anteciparam a essa tendência. A sustentabilidade deixou de ser um discurso institucional para se tornar um critério objetivo de seleção de fornecedores.
Diante desse cenário, fica evidente que a transição para uma indústria de artefatos de cimento de baixo carbono é, ao mesmo tempo, uma necessidade ambiental e uma oportunidade de mercado. Os fabricantes que compreenderem essa dupla dimensão estarão mais preparados para os desafios das próximas décadas. Para conhecer as práticas adotadas pela Blocos e Lajes Itaim, acesse www.blocoselajesitaim.com.br.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez









