
Lucas Peralles, referência em nutrição esportiva em São Paulo, observa que corridas de rua lotam os parques nos fins de semana, academias abrem cada vez mais cedo e grupos de treino se multiplicam pela cidade. Ele pondera que boa parte desse público ainda trata a alimentação como coadjuvante do treino, algo a ajustar depois que o esforço físico já está garantido. Muitos investem em tênis, sensores e planilhas de treino sofisticadas, mas seguem comendo no piloto automático.
Essa inversão de prioridade custa caro em resultado. Sem uma estratégia alimentar planejada junto ao treino, o corpo simplesmente não tem os insumos necessários para recuperar, adaptar e evoluir, por mais rigorosa que seja a rotina de exercícios. É comum ver quem treina pesado todos os dias, mas come de forma improvisada, sem relação nenhuma com o gasto energético real daquela rotina.
O erro de tratar comida como coadjuvante do treino
O treino cria o estímulo, mas é fora dele, durante a recuperação, que o corpo de fato se adapta. Sem carboidrato suficiente para repor o glicogênio muscular e proteína adequada para reparar o tecido, esse processo de adaptação fica comprometido, independentemente da intensidade da sessão anterior. Muita gente treina forte e come pouco, achando que assim potencializa o emagrecimento, sem perceber que está sabotando o próprio ganho de rendimento.
O resultado prático é a sensação constante de estagnação. A pessoa treina cada vez mais forte, mas o desempenho não acompanha, porque a base alimentar que deveria sustentar esse avanço simplesmente não existe ou é montada de forma genérica, sem considerar o momento específico do ciclo de treino.
Por que um protocolo padrão de dieta esportiva não funciona para todos?
Cardápios prontos, copiados de aplicativo ou de outro atleta, ignoram variáveis decisivas: horário de treino, tipo de modalidade, rotina de sono e até histórico de exames recentes. Lucas Peralles considera esse tipo de padronização um dos maiores obstáculos ao progresso real de quem treina com regularidade.

Lucas Peralles
A resposta do corpo a determinado alimento em determinado horário varia de pessoa para pessoa. Um plano que funciona bem para um corredor de rua pode simplesmente atrapalhar quem treina força três vezes por semana, ainda que os dois compartilhem objetivos parecidos de desempenho e composição física.
O que muda quando nutrição e treino são planejados juntos?
Quando nutrição, treino e acompanhamento médico conversam entre si, os ajustes deixam de ser reativos e passam a antecipar o que o corpo vai precisar. Lucas Peralles aponta que essa integração, característica central do Método LP, permite identificar quedas de rendimento antes que elas apareçam como lesão ou platô prolongado.
Esse formato exige troca constante entre profissionais de áreas diferentes, algo raro na maior parte dos consultórios que atendem esportistas de forma isolada, cada especialidade cuidando da sua parte sem diálogo real com as demais. Na Clínica Peralles, essa comunicação entre nutrição, medicina e treino orienta o plano desde a primeira avaliação do paciente.
Nutrição esportiva como parte da rotina, não do evento
Muita gente só ajusta a alimentação perto de uma prova ou competição específica, como se desempenho fosse questão de última hora. Lucas Peralles indica que esse tipo de ajuste emergencial raramente sustenta resultado, porque o corpo responde a padrões consistentes ao longo de semanas e meses, não a picos isolados de cuidado na véspera de um evento.
O novo olhar que o Método LP propõe para a nutrição esportiva em São Paulo trata a alimentação como parte permanente da rotina de quem treina, tão relevante quanto a própria sessão de exercício. É essa consistência, mais do que qualquer ajuste pontual, que sustenta o desempenho ao longo do tempo.









