Agricultor colhe laranjas em um pomar ensolarado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou apoio para o escoamento de 13,1 mil toneladas de laranja in natura produzidas por agricultores familiares e cooperativas. A operação foi realizada em leilão no dia 3 de setembro de 2026, dentro das ações da Política de Garantia de Preços Mínimos para a safra 2026/2027.

O resultado foi divulgado pela companhia em 9 de setembro e contempla produtores da Bahia, do Pará, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Sergipe. A medida busca facilitar a comercialização da fruta destinada às indústrias de processamento, reduzindo dificuldades logísticas e comerciais enfrentadas no período de colheita.

Leilão negociou parte do volume ofertado

Antes da realização do pregão, a Conab havia disponibilizado apoio para até 36 mil toneladas de laranja. Ao final da operação, entretanto, foram negociadas 13,1 mil toneladas. A diferença entre o volume ofertado e o contratado registra o alcance efetivo da primeira rodada, sem indicar, por si só, o desempenho de toda a política para a cadeia citrícola.

Para participar, agricultores familiares e cooperativas precisavam comprovar a produção, a venda e o escoamento da laranja in natura para empresas de processamento. O desenho da operação concentra o benefício em produtos efetivamente comercializados e direcionados à indústria, vinculando o apoio público à movimentação da safra.

Segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento, o mecanismo integra a estratégia federal de apoio à comercialização agrícola. Na prática, o objetivo é oferecer maior previsibilidade aos produtores e contribuir para a preservação da renda no campo em uma cadeia que depende do encaminhamento rápido da fruta para o processamento.

Recursos previstos chegam a R$ 10 milhões

A operação foi autorizada pela Portaria Interministerial nº 45/2026, publicada em 14 de agosto. O texto estabeleceu limite de até R$ 10 milhões para apoiar o escoamento da laranja in natura produzida na safra 2026/2027.

Os instrumentos utilizados são o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e o Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP). Eles fazem parte das ferramentas empregadas no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos para apoiar a comercialização de produtos agrícolas quando as condições de mercado dificultam a saída da produção.

O apoio é direcionado a agricultores familiares e cooperativas dos seis estados incluídos na operação. Com isso, a política alcança diferentes regiões produtoras e conecta a produção rural à demanda das indústrias de processamento, que recebem a fruta como matéria-prima.

Conab anunciou nova rodada em setembro

Após o primeiro leilão, a Conab anunciou, em 16 de setembro de 2026, uma nova rodada de apoio ao escoamento da laranja. A reoferta foi prevista para aproximadamente 16,36 mil toneladas, também com prioridade para agricultores familiares e cooperativas da Bahia, do Pará, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Sergipe.

De acordo com a Conab, São Paulo concentraria o maior volume da segunda operação. A nova oferta mostra a continuidade do acompanhamento das condições de comercialização da cadeia e amplia a possibilidade de adesão dos produtores que atendem aos requisitos estabelecidos.

A programação da segunda rodada foi apresentada depois da divulgação do resultado inicial, mantendo o foco na laranja in natura da safra 2026/2027. A medida não altera o volume negociado no primeiro leilão, mas acrescenta uma nova oportunidade de apoio para a produção dos estados contemplados.

Como funciona o apoio ao escoamento

O apoio ao escoamento da laranja é operacionalizado por meio de leilões de subvenção. Os produtores ou suas cooperativas precisam demonstrar que a fruta foi produzida, vendida e encaminhada para uma indústria de processamento, conforme as regras da operação.

Esse tipo de iniciativa procura diminuir os obstáculos entre a colheita e a comercialização. Para os agricultores familiares, a possibilidade de contar com um mecanismo de apoio pode contribuir para dar mais segurança ao planejamento da safra e à entrega da produção, embora o resultado dependa da participação dos interessados e do cumprimento das exigências previstas.

A Companhia Nacional de Abastecimento havia anunciado inicialmente que os leilões seriam realizados em setembro. Com a primeira rodada e a posterior reoferta, o governo federal manteve a atuação sobre a comercialização da fruta e sobre a renda dos produtores envolvidos na cadeia citrícola.

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